SANTA VITÓRIA DO PALMAR – CIDADE MAIS MERIDIONAL DO BRASIL

Santa Vitória do Palmar é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul localizado no extremo sul do Brasil.

Junto com o município de Rio Grande, abriga a mais importante estação ecológica do Rio Grande do Sul e uma das mais importantes do país, a Estação Ecológica do Taim. E, com o município do Chuí, possui o maior complexo para geração de energia eólica da América Latina, o Complexo Eólico Campos Neutrais.

Em 28 de dezembro de 1995, Santa Vitória do Palmar cedeu uma pequena parte de sua área ao Chuí, município que se emancipara. Até então, Santa Vitória do Palmar era considerada a cidade mais ao sul do Brasil, título que foi perdido para o novo vizinho emancipado. Porém, o extremo sul geográfico do país (uma pequena curva do Arroio Chuí a cerca de 2,7 quilômetros de sua foz) não foi incluído no novo município e ainda pertence a Santa Vitória do Palmar. O mesmo vale para a foz desse arroio junto à Praia da Barra do Chuí, que é o extremo sul do litoral brasileiro.
Lagoas

Santa Vitória do Palmar é banhada por duas grandes lagoas, a Lagoa Mirim e a Lagoa Mangueira, além de outras lagoas de pequeno porte. Estas duas, somadas à Lagoa dos Patos e ao Lago Guaíba, compõem o maior complexo lagunar da América Latina.

A Lagoa Mirim é a maior lagoa do estado do Rio Grande do Sul. Anteriormente considerada nesta condição era a Lagoa dos Patos (que hoje sabe-se tratar de uma laguna – a qual se liga à Lagoa Mirim pelo Canal São Gonçalo). Ela faz a divisa entre o extremo sul do Brasil e o leste uruguaio. Um pequeno porto lacustre se encontra às suas margens, a 6,5 quilômetros do centro de Santa Vitória do Palmar, tendo acesso pela Avenida Getúlio Vargas. Durante alguns anos, a prefeitura do município investiu em reformas para a revitalização do porto com a finalidade de desenvolvê-lo em relação ao turismo e, também, na tentativa de integrá-lo ao Mercosul como porta de entrada e saída de produtos comercializados pelo Brasil. À beira da lagoa, o entorno do porto dispõe de quiosques e churrasqueiras, oferecendo à população da cidade uma oportunidade de lazer. A Mirim é palco de intensa atividade pesqueira e apresenta preciosas paisagens, incluindo o seu pôr-do-sol. A lagoa permite a prática do iatismo esportivo e da pesca, destacando-se a traíra, o pintado e o peixe-rei.

A Lagoa Mangueira se localiza no interior do município, próxima à Estação Ecológica do Taim e ao Oceano Atlântico, separada deste apenas por uma estreita faixa de dunas de areia. Por estarem distantes das áreas de concentração populacional, as águas doces da Lagoa Mangueira estão longe da poluição e a sua coloração impressiona quem a visita. A Mangueira é tida como uma das lagoas mais belas e límpidas do mundo, ideal para o mergulho livre. O seu entorno é cenário de ralis e trilhas feitas por jipeiros de várias partes do Rio Grande do Sul, do Brasil, do Uruguai e da Argentina.
Praias

Santa Vitória do Palmar possui duas praias – as quais são tidas como balneários do município: a Praia do Hermenegildo (chamada pelos vitorienses simplesmente de Hermena) e a Praia da Barra do Chuí, localizada no extremo sul do território, onde faz fronteira com o Uruguai.

A Praia do Hermenegildo é o balneário mais frequentado pelos moradores do município, tendo um movimento intenso de veranistas durante do verão. É conhecido na região sul do estado como um bom lugar para o veraneio. Em 1978 ocorreu o fenômeno ambiental descrito como maré vermelha, que chegou a atingir a Praia do Cassino, no município de Rio Grande, e a costa uruguaia até Punta del Este. O acontecimento teve grande repercussão na mídia nacional e internacional. Na época, surgiram diversas hipóteses para justificar a mortandade de peixes e outros animais marinhos na região, além de problemas respiratórios em algumas pessoas.

Está localizada a 15 quilômetros da cidade de Santa Vitória do Palmar, sendo a praia mais frequentada do extremo-sul, tanto por uruguaios e argentinos como por veranistas da zona sul do estado. É acessada pela rodovia RS-833.

É própria para surf, bodyboard, passeios de jipe, pesca e paleontologia.Tem um ótimo calçadão com Wi-Fi grátis e também ocorrem vários shows, feira do livro, garota verão, etc.

O club do Hermenegildo promove varias festas, boates, bailes(adultos e infantis), durante todo o veraneio além da bela piscina onde os veranistas costumam ir para amenizar um pouco o calor.

A Praia da Barra do Chuí é a primeira praia brasileira chegando do Uruguai. Faz fronteira com a Barra del Chuy, balneário uruguaio homônimo, separada desta pela foz do Arroio Chuí – de onde origina o nome. Inicialmente e durante muito tempo, a Barra do Chuí foi considerada um balneário exclusivo da elite vitoriense. Hoje em dia, mais popularizada, seus veranistas são, em maior parte, turistas uruguaios e argentinos. Isso se deve, logicamente, à proximidade geográfica com os países vizinhos, à zona de comércio internacional do Chuy, formada por seus free shops, e, curiosamente, aos impostos mais baixos dos imóveis em território brasileiro.

A população da Barra do Chuí varia de meros 700 habitantes no inverno para 2 mil no verão, na maioria uruguaios. Possui um rádio farol de nome Stella Maris, considerado um dos mais modernos do continente.

Tem três clubes sociais: o Clube Beira-Mar, o Clube Cruzeiro do Sul e o Clube Alvorada.

A infra-estrutura pública conta com uma Escola de Ensino Fundamental, José Bernardino de Souza Castro; Um Posto de Atendimento à Saúde, onde funciona a distribuição de correspondências organizada pelos Correios.

O Balneário conta em suas temporadas de veraneio com oferta de hospedagem através de seus Hotéis, Pousadas e Casas de Aluguel; Restaurantes; Lancherias; Mercados; Barracas de Material de Construção; Fruteiras; Sorveterias; Pizzarias; Quiosques à Beira-Mar; Açougues e Farmácia.

Sua economia é escassa e depende quase 100% do turismo, que é fortemente atingido quando há crises financeiras no Uruguai e na Argentina.
“Mergulhão”(Curiosidade)

O gentílico mergulhão vem da semelhança de costume da população vitoriense (principalmente nos tempos antigos) com os de uma ave abundante na planície costeira do Rio Grande do Sul: da mesma maneira que a ave mergulha com seus filhotes ao perceber movimentação estranha, o vitoriense que vivia nas estâncias e fazendas na imensidade dos campos, ao notar a aproximação de forasteiros ao longe, tentava proteger a família escondendo-a nos matos – tempos onde era comum o banditismo. Depois de identificada a visita sendo pessoas conhecidas ou de confiança, aos poucos os moradores iam reaparecendo, dos mais velhos aos mais novos, começando pelo pai ou pela mãe, certificando-se se era ou não alguma patrulha ou corpo militar que estivesse recrutando soldados à força.

Hoje em dia, a maioria dos vitorienses gosta de ser identificada pelo gentílico mergulhão, principalmente quando se encontra longe do município, em outras cidades ou estados. Até pouco tempo atrás, a palavra chegou a ter, para algumas pessoas, o mesmo significado de “bicho-do-mato”, pessoa rude.

(Fonte: wikipedia)
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De carro

Faz fronteira com o Uruguai a 20km antes do Chuí.
Fica a 436,8211 km de Porto Alegre, pela BR-471

De ônibus

A melhor forma é entrar em contato com a Estação Rodoviária para obter informações.

Estação Rodoviária de Rio Grande
Rua Vice Almirante Abreu, 737
Fone: (53) 3232-6821
E-Mail: rdvriog@vetorial.net
Website: http://www.rodoviariariogrande.com.br/

Estações Rodoviárias

Em Porto Alegre: (51) 3210-0101 ou acesse www.rodoviaria-poa.com.br
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Outros municípios: www.estacoesrodoviarias.com.br

De avião

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